Magia Rubro Negra


Togo Renan Soares, o Kanela!
05/27/2008, 6:34 PM
Arquivado em: Colunas, Fla Memória

Alô Galera Rubro Negra,

Dando contunidade ao especial “Basquete Rubro Negro, Presente e Passado de Glórias” iremos homenagear o nosso saudoso Togo Soares, o Kanela!

Paraibano de nascimento, carioca por adoção, Togo Renan Soares, o Kanela, ganhou esse apelido de amigos que consideravam suas canelas bastante finas. O K no lugar do C foi idéia dele, inventivo até nisso. Togo e Renan aliás são nomes com bastante significado. Togo foi um almirante japonês que havia vencido os russos e Renan fora um filósofo francês que negava a presença de Deus. Kanela nasceu guerreiro, destemido e polêmico. Foi assim a vida toda.

Kanela, revolucionou a história do basquete brasileiro e rubro-negro acabando com a “seca” de títulos. Antes de se tornar técnico, foi jogador de pólo aquático e futebol do Botafogo, já no Flamengo que ganhou os títulos mais importantes, foi responsável pela revelação do zagueiro Domingos da Guia, trabalhando fora dos campos em 1948 abandonou os campos, e se tornou técnico de basquete no Flamengo. Foi nesse esporte que Togo se tornou o maior técnico de todos os tempos no Brasil. Treinou o Flamengo entre 1948 à 1970 e ganhou doze estaduais, destacando-se o decampeonato estadual do Rio de Janeiro de 1951 à 1960.

Em 1954 chegou a seleção, venceu dois mundias da FIBA de Basquete, em 1959 batendo a URSS na final e em 1963 batendo os Estados Unidos na final. Ainda foi vice campeão mundial duas vezes em 1954 e 1970 e medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 1960. Kanela, também levou a medalha de bronze no mundial de 1967, e nos Jogos Pan-Americanos foi vice em 1963 e terceiro em 1951 e 1959, ainda garantiu 5 Copas Américas em 1958, 1960, 1961, 1963 e 1971. Ao todo comandou a seleção, em 103 jogos (87 vitórias e 16 derrotas) em 14 competições oficiais. É tão fácil lembrar de Kanela por seus títulos, quanto pelas cenas antológicas que acabou protagonizando nas quadras. Uma delas inspirou Nelson Rodrigues a escrever a crônica “O tapa cívico”, narrando a bofetada desferida em um árbitro de quem duvidava da imparcialidade durante o Mundial do Uruguai em 1967. Faleceu dia 12 de Dezembro de 1992 no Rio de Janeiro. Seu nome foi dado ao ginásio de basquete da Gávea, em uma justíssima homenagem. Em 2007, junto com Oscar Schmidt e Hortência entrou para o Hall da Fama da FIBA e em 2008, foi indicado para o Hall da Fama do basquete mundial.

Magia Neles!


Sem comentários ainda até o momento
Deixe um comentário



Deixe um comentário
Linhas e parágrafos quebram automaticamente, endereços de email não serão mostrados, HTML permitido: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>