Magia Rubro Negra


Tesouros do Magia – Por Fabrício Mohaupt e André Costa
12/08/2009, 6:21 PM
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O Tesouros do Magia desta semana vai visitar o ano de 1978, aquele que representa a arrancada para todo um período de glórias rubro-negras, a chamada Era de Ouro do Mengão. Aliás, não é o ano que representa esta arrancada, mas um gol especialíssimo. Um gol de zagueiro. Não. Um gol DO zagueiro! Foi a partir deste gol que crescemos e chegamos ao topo do mundo.

Estamos falando do gol do Deus da Raça, o eterno Rondinelli, nascido Antonio José Rondinelli Tobias, no dia 26 de Junho de 1955, em São José do Rio Pardo (SP). Jogou 406 partidas pelo Fla e marcou 12 golos. Ganhou os seguintes títulos: os Campeonatos Cariocas de 1974, de 1978, de 1979 e o especial de 1979; as Taças Guanabara de 1978, de 1979 e de 1980; os Troféus Ramón de Carranza de 1979 e de 1980 e o Campeonato Brasileiro de 1980.

Este gol aconteceu no Campeonato Carioca de 1978. O Flamengo ganhara o primeiro turno e disputava o segundo com o seu maior rival, o Vasco, que tinha a vantagem do empate para levar a decisão para um jogo extra. Foi um campeonato tão disputado que teve três artilheiros, cada um com dezenove golos: Zico e Cláudio Adão pelo Flamengo e Roberto Dinamite pelo Vasco.

Aos quarenta e um minutos do segundo tempo, o placar ainda insistia no zero a zero. Neste momento, o Flamengo arruma um escanteio. Zico arruma a bola para cobrar. A torcida com o coração na mão. Zico bate e a bola viaja em câmera lenta comparada à velocidade com que o Rondinelli partiu para voar por cima de toda a zaga adversária e cabecear um petardo em direção ao gol defendido pelo Leão – que estava endiabrado, defendendo tudo, até tiro do zagueiro Gaúcho contra a própria meta – e GOLLLL!!! Um gol histórico, um dos mais importantes da história da nossa Nação Rubro-Negra.

tesouros do magia 2 Rondinelli

O André, em suas pesquisas para fazer o cartum desta coluna, achou um detalhe muito interessante: quando Zico corre para bater o escanteio, a placa publicitária atrás dele é da OLYMPICUS, nossa atual fornecedora. Ele explica que quis colocar apenas os jogadores em evidência no lance: Zico batendo o escanteio; Roberto Dinamite, que era marcado por Rondinelli, não volta acompanhando a subida dele; Abel salta e não acha coisa alguma; e o Leão só olha a bola entrar. Ele conseguiu colocar isto tudo no desenho. Quer ver maior, clique aqui.
 
A importância deste gol é incomensurável. A partir dele, entramos numa sequência de cinquenta e dois jogos invictos e acumulamos vitórias, recordes e títulos em profusão, até chegarmos a Tóquio e conquistarmos, em 13 de dezembro de 1981, contra o Liverpool, o Mundial Interclubes, nossa maior glória. Para se ter uma ideia do que foi este gol, vale comentar que no final da década de 70, por todos os cantos do país, muitas crianças foram batizadas com o nome de Rondinelli. O próprio Rondinelli possui cópias de cinquenta e duas certidões de nascimentos dos seus xarás.

Por isso tudo que o Rondinelli e o seu gol são Tesouros do Magia.

MAGIA NELES!!!
EQUIPE
Magia Rubro Negra
andre@magiarubronegra.com.br
fabricio@magiarubronegra.com.br



Tesouros do Magia – Por Fabrício Mohaupt e André Costa
22/07/2009, 1:12 PM
Arquivado em: Tesouros do Magia

tesouros do magia bannerEstávamos conversando, eu e o André, sobre a coluna Micos no Magia quando ele veio com uma ideia muito interessante: fazer uma coluna para relembrar e enaltecer bons momentos ou aqueles que honraram o nosso Manto Sagrado. Ainda trouxe sugestões para o nome e escolhemos Tesouros do Magia. Começamos a pensar em quem falaríamos primeiro: Zico? Junior? Outros craques do passado? Aí, a coluna Panorama Esportivo do Jornal O Globo mudou tudo.

Decidimos falar sobre um cara que, em tempos de problemas em campo e extra-campo no futebol do mais amado, mostrou que tem amor ao clube que o criou, projetou e que foi defendido com garra e empenho sempre, mesmo quando a técnica dele não estava nos melhores dias. O nome deste Tesouro do Magia é Ibson Barreto da Silva ou, simplesmente, Ibson.

Ele nasceu em Niterói, no dia 7 de novembro de 1983. Chegou à Gávea em 1992, com apenas nove anos de idade e, já nas divisões de base, assumiu a condição de habilidoso meio-campista. Em 2003, depois de levantar a Taça Belo Horizonte pelo time de juniores, o atleta estreou no time profissional num Clássico dos Milhões, diga-se de passagem, com vitória.

Em 2004, conquistou a Taça Guanabara e o Campeonato Carioca, além de ter sido vice-campeão da Copa do Brasil. Seu talento era evidente e abriu os olhos dos clubes europeus. Assim, ao fim deste mesmo ano, o jogador já havia se transferido para o Porto de Portugal. Lá, sagrou-se bicampeão português pelo Porto, nas temporadas 2005/2006 e 2006/2007. Mas a saudade falou mais alto e ainda em 2007, o jogador estava de volta ao Flamengo.

Sua segunda passagem pelo Fla deu-se em circunstâncias de verdadeira declaração de amor. O atleta, mesmo sendo pretendido por outros clubes, preferiu ajudar o Flamengo, que vivia uma situação dificílima, correndo inclusive risco de ser rebaixado para a segunda divisão. Contudo, a experiência, unida à dedicação em campo, fez que aquele time protagonizasse uma das mais emocionantes arrancadas já vistas e classificasse o time para a Taça Libertadores da América do ano seguinte.

Em 2008, conquistou a Taça Guanabara e o Campeonato Carioca e se tornou um dos dez maiores artilheiros do clube em Campeonatos Brasileiros. Em 2009, conquistou a Taça Rio e o Campeonato Carioca. O problema é que o seu contrato encerrou-se neste mês de julho. O Flamengo apresentou ao Porto, detentor dos seus direitos federativos, uma proposta que girava em torno de nove milhões. O clube português, porém, recusou, e o jogador fez sua última partida na sua segunda passagem pelo Fla contra o Vitória-BA no dia quatro de Julho.

Mas o que nos levou a falar sobre ele? A matéria do Panorama Esportivo dizia que na véspera do jogo com o Internacional, pela sétima rodada do Brasileirão, seu Laís, pai de Ibson, recebeu um telefonema de Fernando Carvalho, dirigente do Internacional, afirmando que estava tudo acertado com o Porto para que o jogador defendesse o time gaúcho. Carvalho teria dito ainda que Fernando Gomes, dirigente do clube lusitano, entraria em contato com Ibson para esclarecer a negociação e quanto caberia ao jogador. De fato, Gomes ligou para Ibson, quando este já estava concentrado, pedindo que ele não enfrentasse o Inter, pois completaria sete jogos e não poderia mais atuar por outra equipe no campeonato. A resposta de Ibson foi simplesmente uma declaração de amor ao Mengão: “O senhor tem todo o direito de me ligar e me pedir para não jogar. Mas só que eu vou jogar. No Brasil, só jogo no Flamengo!”.
tesouros do magia 1 Ibson
Se todos os nossos jogadores tivessem este espírito, este amor, seríamos muito mais do que somos, não haveria outro clube no mundo capaz de fazer frente ao nosso, em nenhum aspecto. Por esse comprometimento, por esse empenho e por esse amor, Ibson é e sempre será um dos Tesouros do Magia.

Querem ver o “super” cartum do André em tamanho original? Cliquem aqui.

MAGIA NELES!!!
EQUIPE
Magia Rubro Negra
andre@magiarubronegra.com.br
fabricio@magiarubronegra.com.br