Magia Rubro Negra


Sorria! Você Está no Magia. by Bruno Cazonatti
28/08/2010, 0:01
Filed under: Colunas

É muito difícil existir um rubro-negro que não tenha uma história de amor para contar. A paixão pelo Flamengo é algo divino, que começa desde o berçário, até a influência de um ente amado. Quem aí nunca foi persuadido pela família, por um jogo especial ou por um ídolo da Nação? Por isso, o Magia traz a coluna “Sorria!” de hoje com um relato bem bacana da nossa leitora Carla Verônica. Se liga na história desta flamenguista:   

“Atualmente moro em Fortaleza (CE), mas sou carioca, nascida em uma família totalmente vascaína (eca!). Fui criada dentro do São Januario, perdi as contas de quantas vezes entrei em campo de mãozinhas dadas com os jogadores da época. Lembro que um dia meu pai estava em casa  literalmente “secando” uma partida do Flamengo na TV, eu deveria ter uns 7 anos e perguntei a ele…   

– Pai, quando vou poder entrar em campo com o FLAMENGO?   

 Meu pai simplesmente olhou nos meus olhos e disse… ME RESPEITE! Desligou  a TV e saiu. Naquele momento tive a certeza que em meu peito  pulsava um coração RUBRO-NEGRO. Meu pai, sentindo que estava perdendo um membro cruzmaltino, começou a me presentear com artigos do Vasco, tudo para tentar me seduzir em um amor que no fundo ele já sabia que não existia. Recordo que a primeira vez que fui ao maracanã assistir uma partida do MENGÃO, foi na final do  Campeonato Brasileiro de 1992  Flamengo x Foguinho. Eu só tinha 11 anos, e combinei com minha colega de escola que iríamos para o jogo com o pai dela. Lógico que eu menti quando disse que meu pai havia permitido.    

Gente, o que era aquilo? Que torcida era aquela? Eu chorava como se alguém estivesse me batendo. Ver aquele maracanã vermelho e preto era muita emoção para um coraçãozinho de 11 anos. Mas, como nem tudo ao lado do FLAMENGO são flores, naquele mesmo dia uma parte da arquibancada desabou e muitos torcedores se machucaram. Então, no meio da euforia, eu e minha colega fomos filmadas, e meu pai acabou me vendo pela televisão. Quando voltei para casa, meu pai simplesmente me deu uns tapinhas e me deixou de castigo por um bom tempo. Mas, foi o melhor castigo de toda  a minha vida, pois aquele amor era muito grande e forte, verdadeiro e jamais iria ser abalado. 

   

Após esse  fato fui outras vezes ao Maracanã em clássicos do Vasco x Flamengo,  mesmo estado do lado do “Freguês”, meus olhos brilhavam a cada gol do meu Flamengo. Meu pai me olhava dizendo: “Me respeite, sou seu Pai e você tem que ser vascaína”. E foi assim que passei minha infância e juventude, vendo o meu FLAMENGO sempre como herói, mas tendo que calar o grito e a vontade louca de gritar: “ Vai pra cima deles Mengão!” Hoje, meu pai já não esta entre nós, e após quase um ano de sua partida, decidir finalmente  assumir o meu coração RUBRO NEGRO.  

Pai, você me ensinou a amar sempre as melhores coisas da vida, e foi por insistir tanto que eu fosse vascaína, que o senhor me ensinou a amar tanto o FLAMENGO… Espero que  me perdoe. “Te Amo Meu Eterno Freguês”  De sua filha rebelde e de bom gosto.

Ser FLAMENGUISTA em uma família VASCAINA, é a maior prova de AMOR.  

Carla Verônica

É isso aí, flamengada. Bela história da Carla, não é? E você, quer mostrar como se tornou mais um integrante desta Nação maravilhosa? Escreva para nós, envie sua história para paixao@magiarubronegra.com.br e conte ao mundo inteiro a alegria de ser rubro-negro! 

Magia Neles!
EQUIPE Magia Rubro Negra
paixao@magiarubronegra.com.br
Twitter: @magiarubronegra

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1 Comentário so far
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eu adoro esta coluna vou manda fotos e uma história pra vocês. beijos

Comentário por Lidiane Fernandes




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