Magia Rubro Negra


O RABO DO GALO by leomagamon
13/11/2010, 20:30
Filed under: Colunas

Muitos desconhecem a origem de várias expressões de uso comum. O hábito da leitura se incumbe de esclarecer os mais curiosos, que viram multiplicadores ao disseminá-las. É o caso das mais badaladas “batatinha quando nasce esparrama pelo chão” (espalha a rama pelo chão); “cuspido e escarrado” (esculpido em Carrara); “estar com bicho carpinteiro” (com bicho pelo corpo inteiro). Entretanto, há as que caíram em desuso e ficaram sepultadas no cemitério das palavras, aguardando que as ressuscitemos num texto como esse. Alguém saberia o que é Rabo de Galo ? Não define apenas o penacho traseiro do ciscador. Essa expressão, por muito tempo, foi a forma de se pedir um coquetel preparado com mais de uma bebida, misturando sabores que se completam. E de onde vem o termo ? Simples. Vem da palavra cocktail, que significa exatamente coquetel em inglês. Descobri isso antes de poder beber, quando aprendia inglês e vi um letreiro luminoso piscando as duas palavras separadas: cock ( galo ) + tail ( rabo ).

E o que o futebol tem a ver com isso ? Tudo, pois estamos numa fase de precaução e caldo de galo. E, se temos um galo a ser depenado, nada impede que comecemos ou terminemos pelo rabo. O freguês escolhe, por sempre ter razão. No dia 08/11/2009, coincidentemente na 34ª rodada e diante de um Mineirão com quase 65 mil pessoas, aplicamos um 3 x 1 em pleno terreiro do galo mineiro. Com direito a gol olímpico do Pet, roubamos o 3º lugar deles na tabela e arrancamos em definitivo para a conquista do Hexa. Ou seja, foi apenas um Rabo de Galo, um coquetel para o que viria depois. Um ano após esfolarmos o galináceo com requintes de crueldade, a situação mudou. A nossa e a deles também. Eles correm um sério risco de ir cantar em outro terreiro, porque quando o galo canta fino a galinha cria espora. Nós estamos terminando um ano, por que não dizer, sabático. Se a batatinha “esparramou” no chão e a dificuldade é “cuspida e escarrada” como outras, o time precisa estar com “bicho carpinteiro” nesses quatro últimos jogos. Primeiro, o galo. Como não basta por o ovo, tem que cacarejar, o galinheiro está em polvorosa, cheio de viúvas poedeiras. Quem vai amarrar o guizo no rabo do gato eu não sei, nem me interessa. No rabo do Galo, com todo respeito, nós iremos colocar. Embora digam que ele ainda canta, imagino que no momento seja para subir. E dessa vez, quando o mensageiro de más notícias caprichar, não vai sobrar para o gato. Vai ser o galo a subir no telhado.

MAGIA NELES!
EQUIPE Magia Rubro Negra
COLABORADOR Alexandre Fernandes
TWITTER: @alexandrecpf

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