Magia Rubro Negra


1916: Ao Campo de Football! É o Flamengo em Belém do Pará by Cacau
29/11/2010, 16:00
Filed under: Colunas, Fla Memória, Tesouros do Magia, Videos

O presidente do Brasil era Venceslau Brás. O Rio de Janeiro era governado por Nilo Peçanha. O ingresso do football era comprado em Mil-Réis. O uniforme era o Cobra Coral e havíamos acabado de conquistar, invictos, nosso segundo Campeonato Carioca.

Este era o cenário da primeira excursão Rubro-Negra ao Norte do país, mais especificamente à Belém do Pará, para uma série de amistosos. E foi de lá que trouxemos um belíssimo troféu que atualmente está em exposição na Gávea mas, daqui a um ano, no Museu Flamengo. Quem nos conta a história dessa odisséia é Luiz Fernando Pessoa Pinheiro, Conselheiro do C.R.Flamengo. Divirtam-se!

Magia Neles!
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MIL DESCULPAS – POR EQUIPE MAGIA RUBRO NEGRA by @fabiojustino

A imagem abaixo ficou eternizada e nunca mais deixará o imaginário do torcedor rubro negro, o atacante Souza – atualmente defendendo as cores do Corinthians – comemora gol simulando um choro, irritando ainda mais a pobre e sofrida torcida alvinegra.

O MAGIA RUBRO NEGRA costuma destacar todas as datas importantes, mas uma delas acabou passando despercebida. Dia 24 de Fevereiro foi o dia municipal do choro, postamos outros assuntos e não demos a devida ênfase para esse dia tão especial.

Há 02 anos atrás o Brasil assistiu uma das cenas mais escrotas na história do futebol e como estamos as vésperas de um clássico contra o pioneiro da Teoria Vice, nada melhor que recordar…

Desculpem pelo esquecimento, mas ainda há tempo para comemorar.

Não entendeu nada ainda? Assista na íntegra …

AQUI você relembra os gols desta partida polêmica e claro, vencida pelo FLAMENGO.

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TESOUROS DO MAGIA – POR FABRÍCIO MOHAUPT E ANDRÉ COSTA by fabriciomohaupt
30/12/2009, 14:40
Filed under: Tesouros do Magia

Neguinho Bom de Bola!

A Tesouros do Magia desta vez vai homenagear um grande ídolo da nossa imensa Nação, mas pelo conjunto da sua grande obra. O cara é fera e, junto com o Tromba e com o Galinho, formou um dos melhores, senão o melhor, meio-campo da história do futebol. Estamos falando, com muito orgulho, do grande Adílio de Oliveira Gonçalves, ou simplesmente Adílio, ou, ainda, Brown, como era chamado pelos companheiros e amigos do Flamengo, já que era fã de James Brown, chegando a se vestir, a cantar e a dançar como o ídolo

Esse craque nasceu no Rio de Janeiro em 15 de maio de 1956. Chegou ao clube levado pelo amigo Julio Cesar, nosso grande Uri Geller e acabou por disputar 615 partidas, no período compreendido entre 27/04/1975 e 08/06/1987, e por marcar 128 golos. Ainda disputou um jogo em 06 de fevereiro de 1990 contra a World Cup Masters, somando 616 partidas. É o terceiro jogador no ranking daqueles que mais jogaram com o Manto Sagrado, ficando atrás de Júnior e Zico apenas.

Suas conquistas foram numerosas: o Mundial Interclubes de 1981; a Copa Libertadores da América de 1981; os Campeonatos Brasileiros de 1980, de 1982 e de 1983; os Campeonatos Cariocas de 1978, de 1979, de 1979 (Especial), de 1981 e de 1986; as Taças Guanabara de 1978, de 1979, de 1980, de 1981, de 1982 e de 1984; as Taças Rio de 1983, de 1985, de 1986; e os Troféus Ramón de Carranza de 1979 e de 1980.

O Neguinho Bom de Bola, como era apelidado pelo radialista Waldir Amaral, era habilidoso, clássico e era dono de um passe perfeito. Vem de uma época em que o grupo era o mais importante, em que todos eram amigos e apaixonados pelo clube. De uma época em que se jogava pelo prazer de jogar e pelo amor às cores que defendia. Ele chegou ao clube aos seis anos e jogou até chegar aos trinta. Até hoje defende o Vermelho e o Preto, seja em programas de televisão, como o do Tricolor Jô Soares, ou em projetos do clube, como o lançamento da nova revista oficial.

São ídolos como ele que fazem falta nos dias de hoje. Ídolos profundamente identificados com o clube e que o amam acima de tudo. Adílio chegou ao Flamengo aos seis anos de idade, ou seja, em 61; e faz parte da vida do clube até hoje, o que significa dizer que são quase cinquenta anos vivendo o Mais Querido. Sua amizade com o Julio Cesar e suas histórias são de arrepiar, quem viu a entrevista dos dois ao Jô sabe. Adílio é um daqueles craques que faz valer o refrão “Raça, amor e paixão”. Por tudo isto, ele é um Tesouro do Magia!

Se quiserem ver a bela arte do André em tamanho maior, cliquem aqui.

MAGIA NELES!!!
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Achado ou perdido? Por Gabriel Reis by gabrielkr
26/12/2009, 12:19
Filed under: Tesouros do Magia

Caro amigo leitor do Magia, alguma vez você foi flagrado pelas lentas das câmeras de transmissão em jogos de futebol? Eu já. Vejam o que achei, do lado esquerdo, na comemoração do Bicampeonato da Copa do Brasil. Reconhecem a camisa da foto da minha coluna. Ela mesma. Sou eu, Gabriel Reis, infiltrado como imprensa, mas comemorando como Rubro-Negro, junto com o time, na final em que vencemos o Vasco em 2006.

Amigos leitores, peguem imagens de jogos em que conseguiram se ver, nos contem suas histórias e mostrem quem são vocês na foto. Com certeza, você ficará um pouquinho mais famoso!

Magia Neles! Por Equipe Magia rubro-Negra                                                                                                                                                      paparazzisa@gmail.com



TESOUROS DO MAGIA – POR FABRÍCIO MOHAUPT E ANDRÉ COSTA by fabriciomohaupt
23/12/2009, 11:50
Filed under: Colunas, Tesouros do Magia

O Tesouros do Magia é uma coluna criada para homenagear aqueles que fazem parte da história da nossa imensa Nação Rubro-Negra. Desta vez, vamos falar de um dos nossos maiores ídolos, que marcou seu nome como jogador e, agora, como treinador nos corações e mentes de todos os cidadãos rubro-negros. Nosso Tesouro tem nome: Jorge Luís Andrade da Silva, mais conhecido como Andrade, o nosso “velho” Tromba.

Ele nasceu em Juiz de Fora, no dia 21 de abril de 1957. Seu primeiro jogo pelo Flamengo foi em 1976 contra a Seleção Brasileira, partida que vencemos por 2 a 0. Porém, foi emprestado ao ULA Mérida para ganhar experiência por dois anos. Voltou à Gávea em 1978 como um ilustre desconhecido para se tornar um Titular inconteste por conta de sua grande técnica, excelente visão de jogo e precisos lançamentos. Fez parte de um dos melhores meios-de-campo da história do futebol, com Adílio e Zico. Participou da gloriosa geração que conquistou o Mundo na década de 80. Jogou 569 partidas e marcou 28 golos, inclusive o sexto gol quando devolvemos os 6 a 0 à cachorrada em 1981.

Entre seus títulos, como jogador, pelo Mengão, estão: os Campeonatos Brasileiros de 1980, de 1982, de 1983 e de 1987; as Taças Guanabara de 1979, de 1980, de 1981, de 1982, de 1984 e de 1988; as Taças Rio de 1983, de 1985 e de 1986; os Campeonatos Cariocas de 1979, de 1979 (Especial), de 1981 e de 1986; a Taça Libertadores da América de 1981; o Mundial Interclubes de 1981; e os Troféus Ramón de Carranza de 1979 e de 1980. Agora, como treinador, trouxe, depois de dezessete anos, a sexta Taça de Campeão Brasileiro, o nosso tão sonhado e esperado Hexa, para a Gávea, a capital da nossa Nação.

Andrade assumiu o comando do futebol de forma interina e, cercado de dúvidas, foi conquistando pontos importantes e foi finalmente efetivado como treinador. Seu aproveitamento levou o Flamengo da décima quarta colocação à primeira. Questionado por sua inexperiência, respondeu como nos tempos de jogador: com raça, personalidade e trabalho. Conseguiu fazer daquele grupo de jogadores uma equipe unida e focada no objetivo maior. Sempre com a sabedoria e a humildade que marcaram sua geração, justo aquela que mais glórias conquistou. Uma lição que deveria ser aprendida pelas gerações seguintes.

O nosso eterno camisa seis, aquele do sexto gol dos 6 a 0 sobre a cachorrada, trouxe o nosso sexto título. Poderia pegar estes números e formar um 666 e dizer que o cara é infernal, mas prefiro virar de cabeça para baixo e formar um 999, número do ouro, pois o Tromba é, sem sombra de dúvida, um dos maiores Tesouros do nosso amado Flamengo.

Se quiserem ver a bela arte do André em tamanho maior, cliquem aqui.

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Tesouros do Magia – Por Fabrício Mohaupt e André Costa by fabriciomohaupt
12/08/2009, 18:21
Filed under: Tesouros do Magia

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O Tesouros do Magia desta semana vai visitar o ano de 1978, aquele que representa a arrancada para todo um período de glórias rubro-negras, a chamada Era de Ouro do Mengão. Aliás, não é o ano que representa esta arrancada, mas um gol especialíssimo. Um gol de zagueiro. Não. Um gol DO zagueiro! Foi a partir deste gol que crescemos e chegamos ao topo do mundo.

Estamos falando do gol do Deus da Raça, o eterno Rondinelli, nascido Antonio José Rondinelli Tobias, no dia 26 de Junho de 1955, em São José do Rio Pardo (SP). Jogou 406 partidas pelo Fla e marcou 12 golos. Ganhou os seguintes títulos: os Campeonatos Cariocas de 1974, de 1978, de 1979 e o especial de 1979; as Taças Guanabara de 1978, de 1979 e de 1980; os Troféus Ramón de Carranza de 1979 e de 1980 e o Campeonato Brasileiro de 1980.

Este gol aconteceu no Campeonato Carioca de 1978. O Flamengo ganhara o primeiro turno e disputava o segundo com o seu maior rival, o Vasco, que tinha a vantagem do empate para levar a decisão para um jogo extra. Foi um campeonato tão disputado que teve três artilheiros, cada um com dezenove golos: Zico e Cláudio Adão pelo Flamengo e Roberto Dinamite pelo Vasco.

Aos quarenta e um minutos do segundo tempo, o placar ainda insistia no zero a zero. Neste momento, o Flamengo arruma um escanteio. Zico arruma a bola para cobrar. A torcida com o coração na mão. Zico bate e a bola viaja em câmera lenta comparada à velocidade com que o Rondinelli partiu para voar por cima de toda a zaga adversária e cabecear um petardo em direção ao gol defendido pelo Leão – que estava endiabrado, defendendo tudo, até tiro do zagueiro Gaúcho contra a própria meta – e GOLLLL!!! Um gol histórico, um dos mais importantes da história da nossa Nação Rubro-Negra.

tesouros do magia 2 Rondinelli

O André, em suas pesquisas para fazer o cartum desta coluna, achou um detalhe muito interessante: quando Zico corre para bater o escanteio, a placa publicitária atrás dele é da OLYMPICUS, nossa atual fornecedora. Ele explica que quis colocar apenas os jogadores em evidência no lance: Zico batendo o escanteio; Roberto Dinamite, que era marcado por Rondinelli, não volta acompanhando a subida dele; Abel salta e não acha coisa alguma; e o Leão só olha a bola entrar. Ele conseguiu colocar isto tudo no desenho. Quer ver maior, clique aqui.
 
A importância deste gol é incomensurável. A partir dele, entramos numa sequência de cinquenta e dois jogos invictos e acumulamos vitórias, recordes e títulos em profusão, até chegarmos a Tóquio e conquistarmos, em 13 de dezembro de 1981, contra o Liverpool, o Mundial Interclubes, nossa maior glória. Para se ter uma ideia do que foi este gol, vale comentar que no final da década de 70, por todos os cantos do país, muitas crianças foram batizadas com o nome de Rondinelli. O próprio Rondinelli possui cópias de cinquenta e duas certidões de nascimentos dos seus xarás.

Por isso tudo que o Rondinelli e o seu gol são Tesouros do Magia.

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Tesouros do Magia – Por Fabrício Mohaupt e André Costa by fabriciomohaupt
22/07/2009, 13:12
Filed under: Tesouros do Magia

tesouros do magia bannerEstávamos conversando, eu e o André, sobre a coluna Micos no Magia quando ele veio com uma ideia muito interessante: fazer uma coluna para relembrar e enaltecer bons momentos ou aqueles que honraram o nosso Manto Sagrado. Ainda trouxe sugestões para o nome e escolhemos Tesouros do Magia. Começamos a pensar em quem falaríamos primeiro: Zico? Junior? Outros craques do passado? Aí, a coluna Panorama Esportivo do Jornal O Globo mudou tudo.

Decidimos falar sobre um cara que, em tempos de problemas em campo e extra-campo no futebol do mais amado, mostrou que tem amor ao clube que o criou, projetou e que foi defendido com garra e empenho sempre, mesmo quando a técnica dele não estava nos melhores dias. O nome deste Tesouro do Magia é Ibson Barreto da Silva ou, simplesmente, Ibson.

Ele nasceu em Niterói, no dia 7 de novembro de 1983. Chegou à Gávea em 1992, com apenas nove anos de idade e, já nas divisões de base, assumiu a condição de habilidoso meio-campista. Em 2003, depois de levantar a Taça Belo Horizonte pelo time de juniores, o atleta estreou no time profissional num Clássico dos Milhões, diga-se de passagem, com vitória.

Em 2004, conquistou a Taça Guanabara e o Campeonato Carioca, além de ter sido vice-campeão da Copa do Brasil. Seu talento era evidente e abriu os olhos dos clubes europeus. Assim, ao fim deste mesmo ano, o jogador já havia se transferido para o Porto de Portugal. Lá, sagrou-se bicampeão português pelo Porto, nas temporadas 2005/2006 e 2006/2007. Mas a saudade falou mais alto e ainda em 2007, o jogador estava de volta ao Flamengo.

Sua segunda passagem pelo Fla deu-se em circunstâncias de verdadeira declaração de amor. O atleta, mesmo sendo pretendido por outros clubes, preferiu ajudar o Flamengo, que vivia uma situação dificílima, correndo inclusive risco de ser rebaixado para a segunda divisão. Contudo, a experiência, unida à dedicação em campo, fez que aquele time protagonizasse uma das mais emocionantes arrancadas já vistas e classificasse o time para a Taça Libertadores da América do ano seguinte.

Em 2008, conquistou a Taça Guanabara e o Campeonato Carioca e se tornou um dos dez maiores artilheiros do clube em Campeonatos Brasileiros. Em 2009, conquistou a Taça Rio e o Campeonato Carioca. O problema é que o seu contrato encerrou-se neste mês de julho. O Flamengo apresentou ao Porto, detentor dos seus direitos federativos, uma proposta que girava em torno de nove milhões. O clube português, porém, recusou, e o jogador fez sua última partida na sua segunda passagem pelo Fla contra o Vitória-BA no dia quatro de Julho.

Mas o que nos levou a falar sobre ele? A matéria do Panorama Esportivo dizia que na véspera do jogo com o Internacional, pela sétima rodada do Brasileirão, seu Laís, pai de Ibson, recebeu um telefonema de Fernando Carvalho, dirigente do Internacional, afirmando que estava tudo acertado com o Porto para que o jogador defendesse o time gaúcho. Carvalho teria dito ainda que Fernando Gomes, dirigente do clube lusitano, entraria em contato com Ibson para esclarecer a negociação e quanto caberia ao jogador. De fato, Gomes ligou para Ibson, quando este já estava concentrado, pedindo que ele não enfrentasse o Inter, pois completaria sete jogos e não poderia mais atuar por outra equipe no campeonato. A resposta de Ibson foi simplesmente uma declaração de amor ao Mengão: “O senhor tem todo o direito de me ligar e me pedir para não jogar. Mas só que eu vou jogar. No Brasil, só jogo no Flamengo!”.
tesouros do magia 1 Ibson
Se todos os nossos jogadores tivessem este espírito, este amor, seríamos muito mais do que somos, não haveria outro clube no mundo capaz de fazer frente ao nosso, em nenhum aspecto. Por esse comprometimento, por esse empenho e por esse amor, Ibson é e sempre será um dos Tesouros do Magia.

Querem ver o “super” cartum do André em tamanho original? Cliquem aqui.

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