Magia Rubro Negra


Micos No Magia – Por Fabrício Mohaupt e André Costa by fabriciomohaupt
29/07/2009, 17:09
Filed under: Micos no Magia

micos no magia bannerO amigo Conrad Rose, do Muqueca de Siri, rubro-negro apaixonado e que está escrevendo a biografia do querido presidente Gilberto Cardoso, sugeriu a seguinte ideia para a nossa coluna. Trata-se de um Mico de um técnico que é simplesmente aquele que mais comandou o Mengão em toda a nossa história. Foram 746 jogos com um aproveitamento de 64,08%.

Flávio Costa nasceu no Rio de Janeiro, no dia 14 de setembro de 1906 e faleceu no dia 22 de novembro de 1999, foi o primeiro ex-jogador do Flamengo a virar técnico do Clube. Também foi o técnico que mais comandou a equipe rubro-negra na história do clube com mais de 400 vitórias. O fato mais marcante de sua passagem pelo clube foi a conquista do Tricampeonato carioca em 42/43/44.

Outro fato importante é que Flávio Costa é o técnico que mais conquistou títulos oficiais dirigindo o Flamengo, sete ao todo, o mesmo número de títulos conquistados pelo técnico Carlinhos. Conquistou os Campeonatos Cariocas de 1939, de 1942, de 1943, de 1944 e de 1963; o Torneio Aberto do Rio de Janeiro de 1936; e o Torneio Relâmpago do Rio de Janeiro de 1943.

A primeira passagem de Flávio pelo Flamengo foi em 1934 e durou até o ano de 1938. Flávio teve ainda mais outras quatro passagens pelo clube, de 1938 a 1945, uma passagem curta no ano de 1946, outra passagem em 1951 e 1952 e a ultima passagem foi de 1962 a 1965. Esta última deu origem a uma crônica do compositor brasileiro mais conhecido no seu país e no exterior, Ary Barroso. Nela, critica abertamente o Presidente Fadel Fadel por muitas coisas, inclusive a recontratação de Flávio Costa depois do que fez em 53 e é o motivo da nossa coluna.

O fato é que Ary foi à casa do técnico acompanhando o Presidente Gilberto Cardoso para convencê-lo a permanecer no cargo, para que não abandonasse o clube, seus amigos e seus atletas. Depois de algumas horas, a esposa do treinador, convidou o poeta a ir até o seu quarto. Lá, a senhora Costa abriu seu coração e deixou falar a voz da consciência: “Ary, não adianta nada vocês apertarem o ‘velho’: ele já é do Vasco!”. Traição! Ele já estava acertado com o nosso maior rival.

Castigo, entretanto, vem à cavalo. Gilberto Cardoso, sobre as cinzas de um técnico que se foi, construiu o monumento de um novo técnico, contratando aquele que era conhecido pelo apelido de “El Brujo”, Fleitas Solich. Com ele, o Flamengo arrancou para o segundo tricampeonato (1953, 1954 e 1955), o que deve ter deixado o traidor com uma enorme dor de cotovelo. Além disso, Flavio Costa acabou ficando com um grande mico no ombro, mais ou menos como no cartum abaixo.

Flavio Costa e o Mico

Querem ver o cartum do André em tamanho original? Cliquem aqui.

MAGIA NELES!!!
EQUIPE
Magia Rubro Negra
andre@magiarubronegra.com.br
fabricio@magiarubronegra.com.br

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Micos no Magia – Por Fabrício Mohaupt e André Costa by fabriciomohaupt
18/07/2009, 3:17
Filed under: Micos no Magia

micos no magia banner

Na coluna de hoje, vamos falar de um dos milhares de micos que as diretorias do Flamengo cometeram ao longo dos anos. Aliás, este é um daqueles que dá raiva até hoje. Eu e o André vamos falar sobre uma contratação para lá de estapafúrdia que os nossos dirigentes tiveram a coragem de fazer.

Vocês sabem quem é Marcos André Batista Santos? Este sujeito nasceu no dia 13 de Março de 1974, em Nazaré das Farinhas (BA). Foi revelado em 1988 nas divisões de base do Vitória e negociado em 1994 para o PSV Eindhoven, da Holanda. Ganhou alguns títulos com a Seleção Brasileira: a Copa América de 1999 e a Copa do Mundo de 2002. Ganhou alguns títulos em clubes: o Campeonato Holandês de 1998 pelo PSV Eindhoven; o Campeonato Goiano de 2006 pelo Goiás; os Campeonatos Brasileiros de 1998 e 1999, os Campeonatos Paulistas de 1999, 2000 e 2002, o Mundial de Clubes da Fifa de 2002 e o Torneio Rio-São Paulo de 2002 pelo Corinthians.

Esta figura ainda teve passagens pelo Fluminense, pela Inter de Milão, pelo Paris St Germain, pelo Al-Kuwait Kaifan, pelo Brasiliense e pela Juventus Paulista.  Mas a sua maior “conquista” foi ficar conhecido por ter sido rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro por três vezes: uma pelo Vitória, outra pelo Brasiliense e a última delas pelo Corinthians. Bom, talvez estejamos enganados e o seu melhor momento foi ter posado nu para uma revista de homossexuais.

Estamos falando daquele que se diz a mistura de vampiro com capeta, mas está mais para a mistura entre cruz-credo e coisa-ruim, mais feio que o diabo chupando uma manga azeda, o “jogadorzaço” Vampeta! Este rascunho do capeta comendo mariola veio para o Flamengo em 2001, em troca de Reinaldo e ADRIANO e mais uma quantia em dinheiro, algo em torno de cinco milhões. Naquela que, certamente, foi uma das negociações mais desastradas e até hoje mais lamentadas pela nossa Nação. Querem mico maior?

Jogou dezesseis partidas com o Manto Sagrado e fez apenas um gol e, para completar, saiu com algumas declarações pesadas contra a diretoria, sendo a mais conhecida: “eles fingem que pagam e eu finjo que jogo”. No ano passado, durante o Campeonato Brasileiro, disse: “Torcer para o São Paulo? Nem f…! Esse é um inimigo mortal. Me nego a torcer. Na verdade, eu não gosto de nenhum dos cinco primeiros: do Cruzeiro eu não gosto porque sou atleticano, do Grêmio, muito menos. E o Flamengo eu odeio!”. Ora, não mais que a nossa torcida, ele.
Vampeta 171
Sua mais acertada e melhor declaração foi: “A camisa do Flamengo não caiu bem em mim.”. O Manto Sagrado era muito pesado para ele. Nunca cai bem em jogadores que nem deveriam ser considerados para contratação. Alguns dirigentes simplesmente não aprendem isso e continuam pagando micos dessa envergadura ao longo dos tempos.

Querem ver o ótimo desenho do André em tamanho original? Cliquem aqui.

Magia Neles!!!



Micos no Magia – Por Fabrício Mohaupt e André Costa by fabriciomohaupt
08/07/2009, 15:17
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micos no magia bannerSaber rir de si mesmo é uma prova de sabedoria e maturidade e é só para quem se garante muito. Partindo desta premissa, publicamos hoje o segundo texto da coluna “Micos no Magia”, relembrando um mico histórico que entrou para o folclore do futebol. O protagonista de hoje não é peixe pequeno. O nome Júlio César Soares Espíndola diz alguma coisa?

Ele foi revelado nas divisões de base do Flamengo e iniciou sua carreira profissional em 1997, como reserva de Clemer. Porém, aos poucos, o jovem goleiro foi ganhando a confiança dos rubro-negros e, em 2001, já era o titular absoluto da equipe. O cara disputou 285 jogos com o Manto Sagrado e, aqui no Brasil, não usou outras cores. Conquistou alguns títulos pelo Mengão, tais como: os Campeonatos Carioca de 1999, 2000, 2001 (o tricampeonato sobre o time da colina) e 2004; as Taças Guanabara de 1999, 2001 e 2004; a Taça Rio de 2000; a Copa Mercosul de 1999; e a Copa dos Campeões de 2001. Além disso, é o titular absoluto da seleção brasileira, tendo acabado de conquistar a Copa das Confederações. É, para muitos, o melhor goleiro do mundo!

Pois bem, nem só de glórias vive o profissional do futebol. O grande Júlio César foi o protagonista de uma situação insólita. No dia 6 de abril de 2003, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, o Flamengo, na Fonte Nova, enfrentava o Bahia quando o fato sucedeu-se. Aos trinta minutos do segundo tempo, o jogo estava um a zero para o Flamengo, gol de pênalti do Felipe. Júlio César solta o pé para repor a bola rapidamente em jogo, mas a bola saiu baixa, acertando a nuca do volante Fabinho. Para espanto de todos, a pelota voltou com força em direção à meta do arqueiro, que estava quase no bico da área, encobrindo-o. GOL! O pior é que o juiz, na súmula, assinalou gol contra de Fabinho, a “vítima” da bolada. Aos quarenta e quatro minutos, porém, Fernando Baiano, que não marcava há oito jogos, recebeu na área e chutou cruzado, garantindo a vitória da equipe.
Julio Cezar e o frango
Pois é, galera do Magia! Às vezes, mesmo os melhores erram. E quando o fazem, é para valer! Não é qualquer miquinho não. É daqueles impagáveis e inesquecíveis. Eu e o André (clique aqui para ver o cartoon em tamanho original) vamos ficando por aqui já pensando no mico da próxima semana. Participem, mandem os casos que lembrarem e vamos rir juntos.

Magia Neles!



Micos no Magia – Por Fabrício Mohaupt e André Costa by fabriciomohaupt
02/07/2009, 0:03
Filed under: Micos no Magia

micos no magia bannerA ideia desta coluna que começamos hoje é relembrar coisas peculiares e engraçadas que aconteceram com o Mengão ao longo dos nossos mais de 100 anos. Buscamos aqui rir de coisas que foram até tristes no momento em que aconteceram, mas que, em verdade, foram engraçadas ou mesmo ridículas. A ideia é rir de nós mesmos, como quando contamos algo do nosso passado que nos matou de vergonha na época, mas que hoje rende boas histórias numa roda de amigos. Todos temos histórias assim e com a nossa Nação não é diferente. Não é intenção ridicularizar ninguém. Li duas frases que dizem tudo sobre isso: “saber rir de si mesmo é também uma prova de sabedoria e maturidade” e “rir de si mesmo é só pra quem se garante muito”.

Dito isto, vamos ao motivo de ser da coluna. Alguém se lembra do jogador Mauro Fonseca? O cara jogou mais de 200 partidas pelo Fla, entre os anos de 1997 e 2002, e marcou 10 golos, sendo um contra o Real Madri, durante o Torneio Palma de Mallorca, disputado no ano de 1997. Conquistou alguns títulos com o Manto Sagrado: a Copa dos Campeões Mundiais de 1997, a Copa Mercosul de 1999, os Campeonatos Cariocas de 1999, 2000, 2001 (o tricampeonato sobre o time da colina) e a Copa dos Campeões de 2001. É verdade que ele era conhecido como Maurinho. Lembraram?

Pois é, vamos, nesta estreia de coluna, lembrar de um lance que a torcida aprontou com este jogador nos idos dos anos 2000. Maurinho sempre foi um jogador contestado pela torcida, mesmo tendo ficado tantos anos no clube. Sua situação virou até folclore. Então, em um jogo contra o Olaria, a torcida começou a cantar pedindo a convocação dele para a Seleção: “Ão, ão, ão, Maurinho é seleção”. Lembro que quando escutei, não entendi o que acontecia. Mas, logo depois, veio o complemento irônico: “Il, il, il, primeiro de abril”. Foi um momento mágico e eu lembro que ri horrores.  O legal foi a declaração que o próprio deu a Cahê Mota, do globoesporte.com, em 2007: “Sabia que a pressão naquela época era mais em forma de gozação. Não queriam mais quebrar tudo (risos). Quando começaram a gritar seleção, logo pensei que vinha sacanagem, tanto que nem acenei, nem nada. Quando gritaram primeiro de abril, foi só gozação no grupo. Nem fiquei com raiva, esse ano eu fui para a seleção do Carioca, conquistamos o título, a fase estava ótima”.
maurinho
É isso, galera! Vocês lembravam deste caso? Lembram de outros? Se quiserem, enviem para o meu e-mail causos como este e daremos boas risadas juntos. O André Costa, que fez a arte acima, está doido para desenhar outros casos.

Magia Neles!